Na última quarta-feira (21), o TecMundo esteve no evento de lançamento oficial da Solomoto no Brasil. O produto, criado em 2014 por uma startup israelense de mesmo nome, é nada menos que uma plataforma de gerenciamento online voltada para empresas, tendo como objetivo principal oferecer ferramentas poderosas a baixos custos. Realizado em São Paulo, o encontro apresentou mais detalhes sobre o produto em terras brasileiras e contou com a presença tanto dos criadores do serviço como dos principais executivos da empresa.

Com um portunhol impecável, Omar Tellez, diretor da empresa para a América Latina, foi o responsável por abrir a cerimônia e falar um pouco sobre os objetivos da Solomoto por aqui. Segundo ele, a iniciativa segue os passos de outros produtos desenvolvidos em Israel, como Waze e Moovit, com a tecnologia dos três sendo testada por lá por cerca de um ano antes de serem trazidos para o Brasil. A Solomoto, porém, parece já chegar com um plano mais definido sobre seu público, oferecendo soluções sob medida para os brasileiros.

Assim, o número de ferramentas, a facilidade de uso e, claro, o preço foram pensados como diferenciais essenciais para vender adequadamente o serviço por aqui. A ideia é que a plataforma permita que micro e pequenos empresários – que somam cerca de 6 milhões de pessoas jurídicas no Brasil – possam garantir a presença online de seus negócios sem que seja preciso desembolsar dezenas de milhares de reais em campanhas ou mesmo ter qualquer conhecimento técnico sobre administração de conteúdo digital na web.

Arsenal de respeito

Para explicar os diferenciais do produto, quem comandou a apresentação foi Ana Luiza Amaral, chefe de marketing da companhia e principal figura na interação com os novos clientes. De acordo com a executiva, o fato de o painel de controle da Solomoto juntar em um único lugar recursos para criação de sites, administração de perfis e postagens nas redes sociais e criação de lojas virtuais faz com que mesmo alguém que não tenha experiência nessas áreas possa cuidar desse pacote tranquilamente.

“É o conceito de Do It Yourself (Faça Você Mesmo), no qual a ideia é dispensar a contratação de outros profissionais e ter custos extras com isso”, explicou. Para ela, de nada adianta o pequeno empresário criar um portal ou página no Facebook apenas para que ele fique estático na internet. “O site ou fanpage não vale nada sem poder de retenção ou sem converter o visitante em cliente”, analisou Ana Luiza. Para garantir esse engajamento, o serviço disponibiliza uma série de ferramentas que podem ser acessadas com poucos cliques.

A montagem da página web, por exemplo, é feita em cima de uma série de modelos pré-montados, bastando substituir o conteúdo original com seus textos, links e imagens. O painel também permite fazer programação de postagens e gerenciamento de mensagens nas mídias sociais – burlando muito da burocracia da interface original dessas plataformas. Outra opção, dependendo do seu plano, é a criação de um e-commerce que pode ser controlado através dos menus da Solomoto, monitorando catálogo, pedidos e sistema de pagamento digital.

Para reforçar o aprendizado do serviço e ajudar o cliente a pensar de forma estratégica, a companhia disponibiliza ainda suporte online, vídeos de treinamento e até o acompanhamento dos negócios por um profissional da casa. “Em cerca de duas semanas, o cliente já está familiarizado com o painel e vai poder sentir na pele o resultado gerado na internet”, complementou Darlan Moraes Jr., diretor geral da Solomoto no Brasil.

Campanha verde e amarela

Apesar de só estar sendo lançada oficialmente em terras brasileiras nesta semana, a Solomoto está presente no país há cerca de cinco meses e ostenta ao menos 8 mil usuários cadastrados. Assim, aos olhos da companhia, a decisão de vir ao Brasil não poderia ser mais acertada, já que durante esse período de testes os resultados – tanto da empresa como de seus clientes – forma bem parecidos com os obtidos na Rússia, que recebeu a plataforma há pouco mais de um ano. Porém, o que levou a essa aposta por aqui? Uma porção de fatores.

Claro que a alta do dólar e a queda na economia, que tornam o país bastante atrativo para empreendedores estrangeiros, fazem parte da empreitada, mas a paixão do brasileiro por abrir um comércio próprio também entra nessa conta. Outro fator que deu um empurrãozinho para a vinda do serviço para terras brasileiras foram as dicas e o investimento de Uri Levine, criador do Waze, na ideia. Amigo próximo de Pasha Romanovski, CEO da Solomoto, o israelense indicou que o país era um ambiente propício para expandir os negócios.

O modelo usado para fazer tudo dar certo? Além da boa gama de recursos mencionados anteriormente, a estratégia principal se baseou em: preços agressivamente baixos. Apostando em pagamentos diários em vez da tradicional mensalidade, a assinatura básica da plataforma – que pode ser cancelada a qualquer momento – custa apenas R$ 1,50 por dia, com esse valor subindo para R$ 4,50 para quem optar pelo plano que inclui as ferramentas de e-commerce. O pacote inclui uma lista de subdomínios gratuitos dentro da própria Solomoto.

“Nosso objetivo é fazer com que seja difícil com que os pequenos empresários não queriam participar desse tipo de operação”, brincou Tellez. Romanovski, também presente no encontro, disse que o preço foi pensado com muito cuidado para o Brasil e que não há nenhuma perspectiva de aumentos ou cobranças extras. “Não queremos uma fatia do lucro da sua empresa, nosso negócio são assinaturas”, garantiu o executivo ao ser questionado se a loja virtual pedia uma porcentagem das vendas feitas pela loja virtual.

Pensando no futuro

Claro que uma oferta cheia de opções e com valor baixo ativa o alerta de muita gente, principalmente de quem já foi “escaldado” com outros negócios que pareciam vantajosos, mas se revelaram cheios de dores de cabeça depois – seja com taxas abusivas ou impossíveis de se cancelar. “Pode ficar tranquilo, não temos nada nas entrelinhas e temos ciência que o público brasileiro é bem desconfiado”, explicou, citando que as parcerias feitas com Mercado Pago, Google, Facebook e outros nomes são essenciais para conquistar clientes por aqui.

Esclarecendo como é possível chegar ao preço anunciado, Ana Luiza informou que a escolha por um modelo SaaS – do inglês, Software as a Service (Software como Serviço) – permitiu cortar uma série de custos operacionais e aumentar os lucros da empresa, que pretende investir novamente o dinheiro no país. Por quê? A ideia é que o Brasil se torne o ponto central de expansão da Solomoto no continente, que tem como objetivo atingir o lucrativo mercado hispânico na América – inclusive os mexicanos nos Estados Unidos.

Ainda assim, por enquanto, o foco fica em tornar a implantação local tão grande quanto a realizada na Rússia. Inclusive com a liberação de um aplicativo para a plataforma estando agendada para os próximos meses. Mais detalhes a respeito dos planos, informações sobre bonificações nesse período de lançamento e exemplos de caso de sucesso com o serviço por aqui podem ser encontrados no portal local da Solomoto. Vale notar que o registro para experimentar o sistema exige um cadastro rápido no site ou login via Facebook.

Solomoto chega ao Brasil com a missão de ajudar micro e pequenos empresários. Comente sobre o serviçco no Fórum do TecMundo!